Xenofobia na África do Sul, A classe empresarial moçambicana,
representada pela CTA, estimou em cerca de três milhões de dólares as baixas diárias
dos transportadores rodoviários de carga e passageiros, incluindo outros
serviços.
Em causa está a paralisação dessas atividades,
no que deve ao recrudescimento de atos xenófobos na África do Sul, cujos
principais alvos são camionistas estrangeiros.
A onda de violência na Africa do Sul, com
sinais de xenofobia, atingiu proporções muito alarmantes em algumas cidades
sul-africanas, com grandes prejuízos à economia no geral, principalmente devido
ao seu impacto na circulação de pessoas e bens de um lado para outro.
Os dados preliminares que foram divulgados
pela CTA indicam que cerca de mais de 300 camiões de transportadores
moçambicanos entravam diariamente na África do Sul, para o transporte de cargas
diversas.
Ao todo, são cerca de dois mil
trabalhadores parados, com o negativo impacto que esta situação produz nas
famílias destes.
Com esta situação agravando, os prejuízos
são calculados em cerca de três milhões de dólares americanos diariamente,
sendo 1 milhão de dólares para os transportadores de carga e dois milhões para
transportadores de passageiros e outros serviços que eram prestados.
Para esse organismo, a onda de violência na
chamada [terra do rand] prejudica a paz, concórdia, estabilidade e
desenvolvimento harmonioso dos países, afetando famílias, empresas e a
sociedade no seu todo.
Para o número dois da CTA, esse fenómeno
pode influenciar o encerramento de empresas, aumentando o nível de desemprego,
o que contraria todos os esforços para a erradicação da pobreza dos países
africanos.
Fonte: Jornal o Pais

0 Comentários